O Portal P1 publicou matéria sobre a pesquisa que realizamos em 2025 com 200 usuárias da plataforma.
A pesquisa que realizamos em 2025 com 200 usuárias da plataforma foi tema de reportagem no Portal P1. É a primeira vez que dados próprios sobre valores praticados no mercado sugar brasileiro chegam à imprensa.
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Para nós, publicar esses números foi uma decisão editorial: o mercado comunica ganho e raramente menciona quantas pessoas não chegam a fechar acordo nenhum.
Por que fizemos a pesquisa
O relacionamento sugar movimenta plataformas com milhões de cadastros no Brasil, mas quase não produz dado público. O que circula são estimativas, valores anunciados sem metodologia e promessas de ganho fácil.
Quem chega ao mercado toma decisão com base nisso — e depois se frustra quando a realidade não corresponde. Decidimos medir.
Como foi feita
Entrevistamos 200 usuárias da plataforma ao longo de 2025. As perguntas foram três: quantos sugar daddies já havia conhecido, se tinha um acordo ativo no momento, e qual era o valor da mesada.
As respostas foram dadas por aproximação, em números redondos. Os registros são privados, por se tratar de clientes reais.
O que os números mostraram
Das 200 entrevistadas, 136 relataram receber mesada recorrente. As outras 64 estavam em situação diferente: sem acordo ativo, com apoio pontual em vez de recorrente, ou ainda em fase de conversas.
Entre as 136, a distribuição ficou assim:
| Valor mensal relatado | Quantas |
|---|---|
| Cerca de R$ 3.000 | 43 |
| Cerca de R$ 5.000 | 80 |
| Cerca de R$ 10.000 | 6 |
| Não informaram | 7 |
O valor mais citado foi em torno de R$ 5.000 mensais. Casos próximos de R$ 10 mil apareceram em 6 das 136 — cerca de 4%.
O número que mais importa
Não é o valor da mesada. É que um terço das usuárias ativas não tinha acordo estabelecido.
Essas são mulheres que já estavam na plataforma e permaneceram. Quem se cadastrou, não conseguiu e desistiu não foi entrevistada — o que significa que a proporção real de quem não fecha acordo é maior ainda.
É a informação mais útil para quem está pensando em entrar, e a que menos aparece no material do setor.
O recorte da pesquisa
Vale a ressalva: os valores mostram o que se pratica entre quem chega a fechar um acordo, não a média de quem se cadastra. A diferença entre as duas coisas é grande.
Um número de R$ 5.000 sem esse contexto cria expectativa que a maioria não vai alcançar — e é justamente isso que faz alguém desistir na primeira semana achando que fez algo errado.
Os dados completos, com a metodologia e o que determina cada valor, estão no nosso guia sobre quanto ganha uma sugar baby.
Leia a matéria completa
Confira a reportagem original no Portal P1:
Relacionamento sugar: pesquisa com 200 usuárias mostra o que o mercado não conta — Portal P1
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